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Clínica de Bioplastia

O que é um rosto harmonioso?

POR QUE ACHAMOS ALGUÉM BONITO? 

Máscara de Phi e a Proporção Divina

Por Dr. Roberto Chacur

São muitos os estudiosos que, até os dias de hoje, tentam encontrar uma forma de padronizar o conceito de beleza, usando e criando parâmetros para isso. Sabe-se, no entanto, que os padrões humanos para a definição de beleza são influenciados por forças culturais, geográficas e temporais.

O cirurgião plástico Steven Mar­quardt ficou mundialmente conhecido por desenvolver uma máscara que se baseia em sequências matemáticas, de modo a determinar se um rosto é bonito ou não. A caracterização ocorreria ao sobrepô-la ao rosto estudado e buscando determinar regiões a serem preenchidas para se necessário, serem diminuídas ou aumentadas.

A Máscara

Também conhecida como máscara “Phi”, por seguir a medida áurea (phi) ou “proporção divina” de 1,618. Esta, teria uma relação da base do triângulo com seus lados encontrada em tudo na natureza. No passado, foi muito utilizada pelos gregos, inclusive como base ao construir o Parthenon. Ainda antes, as pirâmides do Egito possuíam estas proporções, aplicadas no tamanho das pedras utilizadas na sua construção. A máscara usa como padrão o “triangulo de ouro”, onde a relação do lado maior pelo lado menor é de 1,618.

A incessante busca da beleza ou proporção ideal, que identificou na natureza esta relação, foi muito bem escrita por Fibonacci em meados de 1200 que, ao estudar a criação de coelhos, encontrou a relação 1,2,3,5,8,13,21,34,e assim por diante, sempre somando um número ao número anterior, resulta a sequência de Fibonacci. Coincidentemente, os cientistas encontram estas proporções em tudo na natureza.

Demonstração de harmonização facial 

Veja no vídeo a seguir, uma demonstração em que a máscara é sobreposta a um rosto qualquer. Em seguida, com a ajuda de um software para edição de imagens, são realizadas virtualmente as modificações necessárias para que os traços entrem em conformidade com os ângulos do molde com a “proporção áurea”.

Os exemplos de Fibonacci

Um exemplo surpreendente dessa precisão é a proporção de abelhas fêmeas em relação a abelhas machos em uma colmeia, que corresponde à 1,618. A divisão dos galhos de uma árvore segue a sequência de Fibonacce. A proporção que aumenta as espiras do caracol é de 1,618. O espiral que os astros formam entorno do sol também possui uma relação de 1,618, e por isso o Phi (1,618) ficou conhecido como divina proporção.

Os padrões humanos para definição de beleza são culturais, geográficos e temporais. Entretanto, eles variam muito conforme raça e sexo. O que surpreende é o fato de a máscara “unisex de maquardt” continuar se “encaixando” e servindo como uma referência. Para montar esta máscara Jefferson e Maquardt utilizaram proporções da natureza, a denominada proporção áurea (proporção de ouro) ou proporção divina, encontrada em tudo na natureza, além de um vasto banco de imagens de pessoas consideradas atrativas nas mais variadas raças.

No entanto, não podemos considerar e se fixar em uma máscara para determinar se um rosto é belo, a atratividade depende, também, de outros fatores e características individuais de cada um.
Segundo estes estudos, as características que definiriam um rosto bonito são a simetria facial; região do malar proeminente e jovem; lábios “carnudos”; arco sobrancelha arqueado; nariz estreito; cor e qualidade da pele.

Recriando a Natureza

Um menino de 13 anos realizou uma experiência no mínimo curiosa ao criar um painel solar de captação da luz solar com um ganho de eficiência de 50% em relação ao disponível no mercado. Foi observando a natureza que o garoto percebeu que, se as folhas das árvores objetivam a captação da luz solar para a realização da fotossíntese e, se a natureza a criou há bilhões de anos, por que não construir as placas de captação de energia solar conforme as folhas das árvores?

Embora algumas pessoas conheçam bem o mecanismo desta medida, a humanidade tende a encaminhar tudo o que se refere à estética das coisas para a proporção áurea, de forma involuntária. O mundo conforme o conhecemos, estaria formatado sobre essa medida e, quando algo não colabora com ela nos soa fora do eixo natural.

 

A Beleza Relativa

“a beleza está nos olhos de quem vê”
PLATÃO, Atenas, (348 – 347 a.C.)

Apesar desta afirmação – filosófica e sabia – existem características peculiares no qual o formato dos rostos são consenso e considerados atrativos e belos. Critérios como altura da testa = altura do nariz = 1/3 inferior rosto; largura do nariz = largura dos olhos; distância interocular = largura do nariz; distância entre os olhos  = largura dos olhos; largura da boca = 1,5 x largura do nariz (Maquardt considera 1,618 – proporção Phi); largura da face = 4 x largura do nariz.

Enganando o Nosso Cérebro

Como a mente está viciada em determinados estímulos, os utilizamos como referência quando analisamos um rosto, que pela nossa vivência conseguimos definir como belo, atrativo ou não. Como tudo está baseado na natureza e tudo da natureza parece seguir as proporções PHI. Faça você mesmo um teste.

Fixe seu olhar por no mínimo 20 segundos no desenho à esquerda. Em seguida, mire o olhar no quadro branco. Note que, como estamos acostumados a ver a bandeira do Brasil nas cores em que foram concebidas, nosso o cérebro economiza esforço e faz com que vejamos a bandeira em suas cores reais. Anda mais interessante, é que isso não funciona com alguém que não esteja acostumado com a figura.

 


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